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Os originais e os piratas -24/03/2012

Somos cercados de todos os lados pela pirataria. Uns dizem que ela só se tornou tão grande por conta da Internet. Já outros dizem que um coisa não tem nada a ver com a outra e que subsistem. O que será verdade nesse assunto tão nebuloso?
Tv por assinatura de graça, filmes quando não gratuitos custando “5 por R$10”, livros em pdf, CDs completos em alguns segundos… e essa é a realidade do brasileiro nas últimas décadas, e não apenas dele. Europeus,

asiáticos e americanos também praticam, em um setor ou outro, a pirataria.

Mas quem é o pirateiro? Quem falsifica e vende? Ou será que quem consume tais produtos também é um pirata como qualquer outro?

Acho que nem precisamos pautar a discussão por aí. O fato é que a pirataria mudou indústrias e mudou a forma como consumimos os produtos. A matéria da capa da revista Info Exame desse mês trouxe justamente a discussão do início desse texto: A internet existe sem a pirataria? (e vice versa). Não há como fugir do fato de que a informalidade e ocultação oferecidos pela internet contribui para o desenvolvimento desse “inimigos” das indústrias.

A pirataria da TV por assinatura

Um caso delicado envolve as operadoras de TV por assinatura (seja por cabo, internet ou via satélite). Há muitos anos diversos (mas diversos mesmo) mecanismos foram criados para burlar o sinal que chega as residências codificado. A princípio apenas os assinantes com cartões válidos, que pagam a mensalidade, teriam acesso a tais canais. Mas como tudo na vida, existem jeitos alternativos de burlar tal sistema.
Se por um lado esse ramo não para de crescer (já chega a 13,5 milhões de assinantes no Brasil), os assinantes e as operadoras travam uma luta acirrada para acabar com os meios ilícitos. De um lado temos o pessoal que não tem condições de pagar pelos canais fechados, que somados à aqueles que não querem pagar por que acham injusto, enquanto de outro vemos as operadoras que pagam impostos, geram empregos, tem dificuldades, mas que ganham dinheiro (e muito dinheiro).


A pirataria dos jogos e softwares

Basicamente em igual número, tanto os jogos (que são softwares) quantos os softwares em si, tem seu arquivo executável burlado há muito tempo na internet. Desde quando se começou a programar para computadores bastante pré históricos, já haviam pessoas lutando para decifrar os códigos e dar um jeito de alterar ou copiar tais programas.
Hoje, com o acesso maciço a rede de computadores, tais praticas só aumentaram e se desenvolveram. Para que pagar 50 dólares em um jogo (nos EUA) ou pior ainda, 200 reais no Brasil, se com uma boa internet pode-se baixar gigas e mais gigas em poucas horas? Não gostou, pronto, apenas se exclui – sem nenhum prejuízo financeiro.

A pirataria dos livros (e-books)

Bastante difundida na última década, principalmente com o advento dos e-books readers, como o Kindle e o iPad, o formato PDF tornou-se um padrão na distribuição de livros escaneados ou digitados, cópias das versões originais. Encontra-se por aí praticamente qualquer livro ou revista, nos mais variados idiomas. A qualidade também vária muito, indo do extremamente precário ao aceitável.
Ler já não é o principal passatempo do povo brasileiro, ler em telas cujo a iluminação causa desconforto piora tudo. É o barato que saí caro. Talvez a vontade que surge em ler um livro que não será concluído nunca, poderia ser melhor aproveitada caso a pessoa opta-se pela versão impressa. Conhecimento é um investimento que SEMPRE traz retorno.

A conclusão – e onde eu realmente queria chegar

Refletindo sobre tudo isso e olhando para nosso próprio umbigo, tente observar tudo o que você já comprou ou baixou ilegalmente pela internet. Cada música, livro, programa, jogo, filme ou seja lá o que for, que deveria ter pago e não pagou.
Fez isso?
Agora pare novamente para pensar em tudo que você tem ou já teve, e que deu duro para comprar (seja trabalhando ou pedindo de presente para alguém) e que era um produto original. Veja os livros, DVDs de filme, música… principalmente os jogos ou a caríssima TV por assinatura que você paga no fim do mês.

Feito todo esse exercício, responda para si mesmo: o que você aproveitou mais? Qual te trouxe mais alegria e a sensação de “ter que aproveitar”? A diferença é indiscutível. Um jogo pirata sempre vai ser mais um. Um canal de TV “gato” sempre será algo que poderá ou não funcionar. O livro digital baixado, sempre será um texto que é fácil de abandonar ou de pular diversos parágrafos sem ler…

O que dizer daquele jogo de vídeo game que você contou os dias (e o dinheiro) para poder comprar o quanto antes? E que pode jogar online sem fazer um milhão de esquemas e trapaças? Realmente não ter preço. São aquelas coisas da vida que é bom não ter, ou ter em pequena quantidade, do que ter em fartura, mas sem valor – sem esforço – sem sentido.
A pirataria não compensa e NUNCA compensou. Talvez valha a pena para quem vende, mas viver escondido não deve ser algo lá muito proveitoso.

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