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TUDO SOBRE A NOVA NOVELA DA GLOBO – PORTAL AZBOX – 24/05/2012

A terra vermelha reflete o sol escaldante do sertão nordestino. Entre as árvores retorcidas, espinhos violentos, animais indesejáveis a qualquer ser humano, o que mais mata é a sede. Seco, o clima é extremamente ingrato, infrutífero. A saliva demora a descer pela garganta rascante. As nuvens brancas não trazem sinal de água, nem uma gota. E a pele resseca e racha como o solo infértil dessa terra. É de lá que vem Gabriela (Juliana Paes). Com cheiro de cravo e cor de canela, seu corpo parece esculpido por mãos nada modestas. Traz a força da natureza no olhar e o balanço do vento no caminhar. É intima daquele lugar, mas não há mais porque cantar. A seca assola a caatinga e Gabriela precisa se retirar.


Perpassa nuvens de poeira, dias e noites marchando pelo sertão. Sem comida, sem bebida, sem acalanto. Na bagagem, um sorriso fácil de quem tem a imensa esperança de uma vida melhor. Seu canto é triste e ainda doce. Guarda na alma o seu amor pela vida. Carrega seu fardo e cuida do seu destino. Ele é seu, de mais ninguém! E assim, Gabriela abraça com coragem o intento de ser feliz. Sua árdua travessia é bem sucedida e, ao chegar a Ilhéus, conhece seu acaso, Nacib (Humberto Martins), o “moço bonito” por quem irá viver uma abrasadora paixão de encontros e desencontros tão profundos quanto o amor de um pelo outro.

Todavia, Gabriela é assim. Está com fome, come. Está com sede, bebe. Não entende porque alguém faz o que não quer. Ela respeita o querer, o do outro e o dela também. É assim, uma força da natureza, meio bicho, meio gente, meio fêmea e totalmente mulher. E o que atrai também afasta. E Nacib não sabe o que fazer com seu amor por Bié, como chama carinhosamente Gabriela.

Ele é um homem da sociedade Ilheense. Ela, uma cozinheira retirante. A flor no cabelo é só para enfeitar, mas quando ela passa, a cidade para para olhar. Ela não tem culpa, mas ele não aguenta. É tanta cobiça…! Tantos convites de coronéis. Vai que um dia ela aceita. Não pode! Vai então casar-se com Gabriela, fazer dela uma dama respeitada na sociedade. Que desencontro! O que Nacib não atina é que “certas flores são belas e perfumadas enquanto estão nos galhos, nos jardins. Levadas pros jarros, mesmo os de prata, ficam murchas e morrem”. Em outras palavras, ao prender um passarinho selvagem existe um risco iminente: um dia, quando você se distrair, ele pode ver a porta aberta e voar.

Essa história de amor se passa no começo do século XX, no interior da Bahia. Nesses tempos, moça boa era moça de família, com destino certo traçado pelo pai. E Gabriela não se enquadra na premissa. Mas é ela, alheia aos costumes da época, que provoca e põe à prova tudo quanto é sentimento humano e questionamento moral: o desejo, o amor, o preconceito, a traição, o ódio, o rancor, o perdão. Inspirada na obra de Jorge Amado, ‘Gabriela’, escrita por Walcyr Carrasco, estreia no dia 19 de junho, com direção de núcleo de Roberto Talma e direção geral de Mauro Mendonça Filho.

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